E se a água do mar e das nascentes pudesse ser negociada e tivesse um corretor para fazer isso? A ideia foi apresentada em uma das reuniões com moradores do bairro Japuí por meio de uma intervenção teatral “disfarçada”, promovida pelo MARAMAR. O objetivo era puxar uma discussão a respeito dos direitos de uso dos recursos hídricos, durante a etapa de formação do projeto.

Apesar de possuir um histórico de utilização de água proveniente de bicas, a cultura de organização em grupo ainda não é muito presente no Japuí. Dessa maneira, reivindicações legítimas acabavam se perdendo no meio do caminho. Ao mapear essa demanda, o MARAMAR se propôs a dar orientações de como constituir uma organização da sociedade civil.

Em algumas das reuniões, moradores nos relataram que frequentemente pessoas de outros locais vinham retirar água da bica central. Aproveitamos esse gancho para discutir a questão do déficit hídrico na Baixada Santista, além de dar apoio no encaminhamento prático em busca de melhorias nessa fonte alternativa de abastecimento.

 

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